Muitos comentaram sobre a apresentação da coleção de alta costura de outono/inverno 20/21 da Valentino ter sido um show com filmes, vídeos, som apuradíssimo, enfim, aproximação com o audiovisual em um outro formato de apresentação.
Em 2014 eu fui convidada para assumir as aulas de Editorial de Moda na facu, me deixaram livre para modernizar e acrescentar algo que eu achava importante. Eu tinha acabado de ler uma pesquisa recém publicada da Cisco que previa “O vídeo é o futuro”, tal artigo relatava que em 2017, os vídeos on-line seriam responsáveis por quase 70% de todo o tráfego de internet, na época a empresa divulgou que tal número era equivalente à 5 milhões de vídeos por mês.
Com base nesse diagnóstico da Cisco (de 2013) e depois em outras pesquisas, resolvi acrescentar dentro da disciplina o Fashion Film, até porque tais dados, se relacionavam aos hábitos da mídia dos consumidores de moda jovem terem sido mudadas, remodeladas pela dinâmica da internet. Nada mais acertado que acrescentar uma experiência própria de trabalho minha à teoria e prática de um novo conteúdo para os alunos.
Na época (2014) vários celebravam esse novo formato, como novas maneiras de contar histórias, como tinham sido as revistas décadas atrás apresentando gerações de fotógrafos e artistas, estaríamos agora (2010) apresentando nova geração de videomakers, como falou o Jefferson Hack, fundador da Dazed Group… O fundador da Dazed, se referia com entusiasmo a Nick Knight, que foi um dos pioneiros do fashion film. Vários trabalhos depois o encontro de “Piccioli em diálogos com Nick Knight” na apresentação “Of Grace and Light” novos formatos, novas apresentações e novas realidades? Talvez 🤔
