Apesar dos pesares o ano de 2020 foi produtivo, resultou nessa publicação para a Revista do AGCRJ, local que fui “trabalhar” no primeiro semestre da faculdade de História.

Pesquisa iniciada ainda na graduação, tema do meu TCC, sobre as reformas urbanísticas do Rio de Janeiro, no período do prefeito Pereira Passos, início do século XX.
Foi o que me levou ao AGCRJ, fiquei tão encantada com o livro do Nicolau Sevcenko que desde o primeiro semestre já sabia o que seria o meu tema de pesquisa.
Bati literalmente na porta da Instituição e me ofereci para trabalhar (de graça), falei do meu “projeto” e como seria importante ter acesso as fontes, ter acesso aos originais do fotógrafo Augusto Malta… entrei, comecei a trabalhar na semana seguinte. Ia 3x na semana, na parte da tarde, mas fui trabalhar na catalogação e prevenção das fotografias do Rio de Janeiro entre os anos 50 e 70… nada de Augusto Malta.
Fiquei 3 meses nessa dinâmica, até que no final do terceiro mês, me contrataram para trabalhar com a museóloga Ingrid Beck, ai sim, na catalogação, pesquisa, conservação preventiva de todo o projeto das reformas de Pereira Passos e antes um pouquinho, com as plantas arquitetônicas e algumas documentações da passagem do século XVIII para o XIX. Fiquei lá até o final do projeto, já estava formada, minha monografia foi aprovada com 10,0 e ainda fiquei mais 1 ano depois de formada, saí para ir trabalhar na Globo, no acervo do Projac e fiquei 10 anos e sai para realizar o meu sonho de ser professora, convite irresistível para ir assumir a História da Moda em São Paulo.
Foi muito importante ter o meu texto aprovado no AGCRJ, mesmo que tenha sido agora, vinte anos depois, sem eu conhecer mais ninguém da minha época lá. Foi um momento de muita emoção e realização dentro dessa loucura de um ano pandêmico.

