Fashion Week 2022

A Schiaparelli, tem como uma das bases da sua história, o encontro com a arte, principalmente, por sua amizade e aproximação com Dali e o Surrealismo.

Mas parece que nessa última coleção ready-to-wear para a primavera/verão 2022, eles resolveram ir um pouquinho mais longe né?

Para ser mais precisa láaaaa para o Ancient Egypt…

Coleção Schiaparelli Primavera/Verão 2022

O que será que quiseram com isso?

Pura estética? Ou alguma mensagem oculta digna das sandálias de ouro encontradas junto ao corpo mumificado do Rei Shoshenk II, que asseguravam nessa representação que o rei estaria calçado na vida após a morte?

Ou do faraó Narmer (3.000 a.C) que andava descalço e possuía um funcionário, cujo o título de nobreza era uma coisa parecida como “Sandálias Porta Rei”, este representado em vários hieróglifos (como na imagem abaixo).

O faraó, às vezes, andava descalço e um dos seus criados de sua escolta carregava-lhe as sandálias. Tais calçados eram feitos de papiro transado, de couro ou até mesmo com solado e correias de ouro.

As sandálias, não eram usadas propriamente para o ir e vir, mas apenas nos momentos convenientes. O homem do povo levava suas sandálias na mão ou penduradas em um cajado, e só se calçavam quando chegava ao seu destino.


E ainda tem também, Rekh-Re-Mi, um vizir da 18ª dinastia, que no seu túmulo foi encontrado uma representação com fabricantes de sandálias e suas ferramentas…

Enfim, fato que pelas inúmeras representações no antigo Egito, esse acessório tinha (de fato) sua importância, ajudava os egípcios a enfrentarem as areias quentes do deserto, e a estrutura aberta desses calçados, tinham a funcionalidade de fazer circular o ar, ajudando no resfriamento dos pés.

Sandálias de ouro encontradas junto ao corpo mumificado do rei Shoshenk II.

Ainda não me decidi, como boa geminiana, se acho mau agouro ou praticidade ou se é mau gosto mesmo…

E aí? E o que você achou desse modelito?

Vira tendência?

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