Valha-me Deus

Já faz muito tempo que gostaria de escrever sobre minha amiga e escritora Eliana de Castro, uma das vozes mais marcantes e sensíveis da literatura contemporânea. Seus textos para a Fausto são verdadeiros mergulhos na linguagem — ora sutis e íntimos, ora densos e provocadores — sempre atravessados por uma precisão poética que transforma o cotidiano em matéria literária de primeira grandeza. Com um olhar aguçado para os detalhes que geralmente nos escapam, Eliana nos convida, em cada publicação, a desacelerar e perceber o mundo com mais escuta e presença.

Nana de Eliana de Castro

Seu livro Nana é um exemplo dessa escrita que afeta e permanece. Um livro que pulsa em silêncio, que embala com palavras o que muitas vezes é indizível: o luto, a memória, os vínculos. É uma obra que não apenas narra, mas cuida. Ler Nana é como ser conduzida por alguém que conhece os labirintos da dor e da beleza, e que sabe nos guiar com leveza mesmo nos momentos mais densos.

Agora, com Valha-me Deus a caminho, a expectativa é grande. Se Nana nos revelou uma autora capaz de lidar com a ausência com ternura e profundidade, o que virá a seguir — tenho certeza — expandirá ainda mais o escopo de sua escrita. O título já carrega o peso de uma expressão ancestral, sugerindo que Eliana continuará a dialogar com o íntimo e o coletivo, com o sagrado e o terreno, com o feminino e suas muitas camadas. Que venha Valha-me Deus — estamos prontos para nos comover de novo.

Doida para ler o segundo romance da Eli ✨

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